“Uma pessoa muito zangada, na verdade, está amedrontada e assim, ataca. Toda hostilidade tem origem no medo, no desespero, em não saber como agir e como defesa, acaba por atacar“
Está a ponto de explodir? Calma!
Ninguém está livre! A raiva é um sentimento que aparece quando nos sentimos impotentes ou frustrados. Trata-se de um mecanismo de autodefesa sem o qual o ser humano permitiria que passassem por cima dos seus desejos. Mas, quando esse comportamento se torna uma rotina, aí você tem um problema.
No momento da explosão, os hormônios se desequilibram e a pressão arterial aumenta, assim como os batimentos cardíacos. A corrente sanguínea é inundada por adrenalina, que provoca a contração dos vasos sanguíneos e pode levar à hipertensão e ao infarto.
Além disso, a raiva também libera de duas a cinco vezes mais cortisol, o hormônio do estresse, altamente tóxico ao corpo. Essa substância pode desencadear problemas de saúde, como ataque cardíaco, câncer, derrame, diabetes e depressão
Pessoas que se irritam com facilidade têm cinco vezes mais chances de morrer antes dos 50 anos.
Para se proteger de todos esses problemas, volte por um momento àquele estado mental. Como você se sente? Está no controle de sua vida? Ou você perdeu o controle? Em vez de dirigir sua reação emocional, a fúria na verdade controla você? E, se você perdeu o controle, para quem o perdeu? Quem está no banco do motorista em sua vida? Não é você.
“Você” é o seu “melhor você”, e isso não é você. 
Como explicam algumas obras clássicas da espiritualidade judaica: Quando você sucumbe à ira, desencadeia seu inferno interior, É o que você tem de pior. É tóxico.
Por mais estranho que pareça, também pode ser sedutor. Esta força, que destrói a qualidade de sua vida, pode se tornar uma droga emocional; finge ser sua amiga, apresentando-se como “mostre quem você é”.
Pense novamente. A fúria mata o tolo.
Precisamos ter auto-consciência. Precisamos sentir quando este inimigo entrou na nossa psique. Quando sentimos ira, precisamos ver uma bandeira vermelha na nossa mente e então começar imediatamente a pensar numa maneira de nos controlar, como impedir a espiral descendente de ressentimento e fúria.
Mas para criar um sistema interno de reação adequada, precisamos cultivar uma sensibilidade ao perigo. Precisamos de um reconhecimento genuíno de que a fúria é um veneno ao sistema humano, e um impedimento para se levar uma vida significativa. Se você enxerga a fúria dessa maneira, tem mais probabilidade de controlar a sua psique – reestruturando sua perspectiva de canalizar as emoções de maneira mais produtiva.
A fúria também reflete uma falta de fé. A equação é bem simples: ficamos furiosos quando nos sentimos vulneráveis a uma ameaça ou problema. Quando eu acredito em Deus, não posso me sentir vulnerável. Quando sinto minha fé em Deus, minha percepção sobre o mundo focaliza minha jornada Divinamente concedida, meu destino – não a minha percepção de vulnerabilidade.
A fúria compete com meu senso de destino. Não posso deixar que ela vença.
Entre um estímulo potencialmente causador de fúria e a minha reação há uma lacuna: é aí que entra a minha escolha. Preciso reconhecer que alguns problemas podem ser resolvidos, alguns podem ser melhorados, mas de qualquer maneira preciso escolher uma reação que seja apropriada para a minha jornada da vida – e os desafios são uma parte daquela jornada.
Portanto, preste atenção ao seu quociente de fúria. Reduza-o, e aumente a sua qualidade de vida.
Vejamos a seguir o que a bíblia diz sobre a raiva.
A ira em si não é um pecado. O que a torna pecaminosa é o uso errado dela, ou seja, direcioná-la às pessoas ao invés de concentrá-la nos problemas: “Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” Efésios 4:26.
Este texto também ensina que alimentar a ira é pecado. Deste modo, além de não alimentar a raiva nos momentos de crise, para se sair bem de um momento de estresse terá que orar a Deus e exercitar o domínio sobre seu temperamento (Provérbios 29:11; Eclesiastes 7:9). Poderá fazer isso por que Deus coloca a sua disposição todo o poder dEle (ver Filipenses 4:13).
Quando vier a vontade de xingar, ore a Deus em pensamento, lembre de algum verso bíblico, de algum momento feliz que passou com alguém ou conte até dez (ou mesmo até cinqüenta),… Faça de tudo para não dar rédeas a seu impulso. No momento em que estiver mais “treinado” fará isto com facilidade.
Reavaliar sua ira também ajuda muito. Pergunte a si mesmo: “quais são as coisas que me deixam zangado? Por que estou assim?”
Avaliando a origem do problema e refletindo para encontrar soluções terá calma diante das circunstâncias negativas. Veja que importante conselho Deus dá a respeito disto: “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.” Salmo 4:4.
Separe um tempo para conversar com as pessoas sobre os seus problemas. Fazendo isto, a ira não acumulará e poderá desabafar acerca do que está acontecendo. Para isto, é preciso que ambos (você e o cônjuge, por exemplo) adquiram o hábito de falarem francamente um com o outro e informar o momento em que a raiva está aquecida. Tal advertência feita no início pode ajudar a evitar que surja a discussão.
É possível controlar a ira; prova disto é o fato de que, quando estamos na frente de nosso chefe ou na companhia de alguém perante o qual não queremos ser envergonhados, “aprendemos” e “conseguimos” controlar nossas emoções. Irá depender de nosso desejo de fazê-lo. É nossa responsabilidade adquirir o domínio sobre nossas ações com o poder e ajuda do Espírito Santo (Gálatas 5:22, 23).
Desejo uma vida serena e em paz a todos vocês.
Day Anne
Fonte: http://novotempo.com/ // www.comportamento.com.br //
Assista esse vídeo de John Piper de apenas 2:19 ==> Obs: Acione a legenda na flechinha do canto direito inferior do vídeo…







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