Maturidade X Raiva

 

“Uma pessoa muito zangada, na verdade, está amedrontada e assim, ataca. Toda hostilidade tem origem no medo, no desespero, em não saber como agir e como defesa, acaba por atacar

Está a ponto de explodir? Calma!

Ninguém está livre! A raiva é um sentimento que aparece quando nos sentimos impotentes ou frustrados. Trata-se de um mecanismo de autodefesa sem o qual o ser humano permitiria que passassem por cima dos seus desejos. Mas, quando esse comportamento se torna uma rotina, aí você tem um problema.

No momento da explosão, os hormônios se desequilibram e a pressão arterial aumenta, assim como os batimentos cardíacos. A corrente sanguínea é inundada por adrenalina, que provoca a contração dos vasos sanguíneos e pode levar à hipertensão e ao infarto.

Além disso, a raiva também libera de duas a cinco vezes mais cortisol, o hormônio do estresse, altamente tóxico ao corpo. Essa substância pode desencadear problemas de saúde, como ataque cardíaco, câncer, derrame, diabetes e depressão

Pessoas que se irritam com facilidade têm cinco vezes mais chances de morrer antes dos 50 anos.

Para se proteger de todos esses problemas, volte por um momento àquele estado mental. Como você se sente? Está no controle de sua vida? Ou você perdeu o controle? Em vez de dirigir sua reação emocional, a fúria na verdade controla você? E, se você perdeu o controle, para quem o perdeu? Quem está no banco do motorista em sua vida? Não é você.

“Você” é o seu “melhor você”, e isso não é você. 

Como explicam algumas obras clássicas da espiritualidade judaica: Quando você sucumbe à ira, desencadeia seu inferno interior, É o que você tem de pior. É tóxico.

Por mais estranho que pareça, também pode ser sedutor. Esta força, que destrói a qualidade de sua vida, pode se tornar uma droga emocional; finge ser sua amiga, apresentando-se como “mostre quem você é”.

Pense novamente. A fúria mata o tolo.

Precisamos ter auto-consciência. Precisamos sentir quando este inimigo entrou na nossa psique. Quando sentimos ira, precisamos ver uma bandeira vermelha na nossa mente e então começar imediatamente a pensar numa maneira de nos controlar, como impedir a espiral descendente de ressentimento e fúria.

Mas para criar um sistema interno de reação adequada, precisamos cultivar uma sensibilidade ao perigo. Precisamos de um reconhecimento genuíno de que a fúria é um veneno ao sistema humano, e um impedimento para se levar uma vida significativa. Se você enxerga a fúria dessa maneira, tem mais probabilidade de controlar a sua psique – reestruturando sua perspectiva de canalizar as emoções de maneira mais produtiva.

A fúria também reflete uma falta de fé. A equação é bem simples: ficamos furiosos quando nos sentimos vulneráveis a uma ameaça ou problema. Quando eu acredito em Deus, não posso me sentir vulnerável. Quando sinto minha fé em Deus, minha percepção sobre o mundo focaliza minha jornada Divinamente concedida, meu destino – não a minha percepção de vulnerabilidade.

 A fúria compete com meu senso de destino. Não posso deixar que ela vença.

Entre um estímulo potencialmente causador de fúria e a minha reação há uma lacuna: é aí que entra a minha escolha. Preciso reconhecer que alguns problemas podem ser resolvidos, alguns podem ser melhorados, mas de qualquer maneira preciso escolher uma reação que seja apropriada para a minha jornada da vida – e os desafios são uma parte daquela jornada.

Portanto, preste atenção ao seu quociente de fúria. Reduza-o, e aumente a sua qualidade de vida.

Vejamos a seguir o que a bíblia diz sobre a raiva.

A ira em si não é um pecado. O que a torna pecaminosa é o uso errado dela, ou seja, direcioná-la às pessoas ao invés de concentrá-la nos problemas“Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” Efésios 4:26.

Este texto também ensina que alimentar a ira é pecado. Deste modo, além de não alimentar a raiva nos momentos de crise, para se sair bem de um momento de estresse terá que orar a Deus e exercitar o domínio sobre seu temperamento (Provérbios 29:11; Eclesiastes 7:9). Poderá fazer isso por que Deus coloca a sua disposição todo o poder dEle (ver Filipenses 4:13).

Quando vier a vontade de xingar, ore a Deus em pensamento, lembre de algum verso bíblico, de algum momento feliz que passou com alguém ou conte até dez (ou mesmo até cinqüenta),… Faça de tudo para não dar rédeas a seu impulso. No momento em que estiver mais “treinado” fará isto com facilidade.

Reavaliar sua ira também ajuda muito. Pergunte a si mesmo: “quais são as coisas que me deixam zangado? Por que estou assim?” Avaliando a origem do problema refletindo para encontrar soluções terá calma diante das circunstâncias negativas. Veja que importante conselho Deus dá a respeito disto: “Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.” Salmo 4:4.

Separe um tempo para conversar com as pessoas sobre os seus problemas. Fazendo isto, a ira não acumulará e poderá desabafar acerca do que está acontecendo. Para isto, é preciso que ambos (você e o cônjuge, por exemplo) adquiram o hábito de falarem francamente um com o outro e informar o momento em que a raiva está aquecida. Tal advertência feita no início pode ajudar a evitar que surja a discussão.

É possível controlar a ira; prova disto é o fato de que, quando estamos na frente de nosso chefe ou na companhia de alguém perante o qual não queremos ser envergonhados, “aprendemos” e “conseguimos” controlar nossas emoções. Irá depender de nosso desejo de fazê-lo. É nossa responsabilidade adquirir o domínio sobre nossas ações com o poder e ajuda do Espírito Santo (Gálatas 5:22, 23).

Desejo uma vida serena e em paz a todos vocês.

 

Day Anne

 

Fonte: http://novotempo.com/  // www.comportamento.com.br //

 

Assista esse vídeo de John Piper de apenas 2:19  ==> Obs: Acione a legenda na flechinha do canto direito inferior do vídeo…

 

Acorda!

 

Quer ser feliz?

Primeiro desconstrua a ideia fantasiosa que você tem da felicidade e do amor. O chão clama por pés firmados nele, desce do mundo da lua.

“Só Deus tem um amor genuíno e nos ensina a sentir o mesmo”.

Nem de longe o amor é aquela coisa que faz o coração disparar, a barriga borboletar e o sangue ferver.  O nome disso é reação química, efervescência hormonal, isso acaba quando chegam os problemas e então  você descobre se há amor ou a falta dele para superar as dificuldades.

Para amar alguém verdadeiramente como Deus nos ensinou têm de haver mais boa vontade do que prazer, já que o desafio é lidar com o ser “amado” e suas particulares diferenças,  por toda vida.

1 Coríntios 13 diz:

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. 

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

Em nenhum momento a bíblia diz que amar é encher o outro de presentes, causar nele (a) sensações maravilhosas ao ponto de sentir uma revoada de borboletas no estomago ou satisfazer todas as expectativas um do outro.

É claro que não estou dizendo que carinho, atenção e presentinhos são coisas erradas, mas o amor verdadeiro é muito maior do que isso. Agrados desse tipo até nos dão um imenso prazer, mas não satisfazem, não preenchem, não acrescentam nada, se esquecermos  o ingrediente principal.

Amar é decidir ser alguém que irá passar o resto da vida convivendo com os defeitos, manias, mau humor, intolerância, entre milhões de coisas desagradáveis que nos irrita no outro, e bravamente  não permitir que nenhuma dessas coisa sufoquem o amor que um dia foi a causa de atarem uma vida a outra.

Haverá momentos de alegrias? Sim, muitos…  Mas nós já esperamos quando nos casamos o tal: “foram felizes para sempre”, precisamos aprender com urgência a realidade de uma vida a dois e que nem de longe se parece com a que vemos no cinema ou os livros nos relatam.

Se não há disposição para perdoar, relevar e ajudar nosso eleito (a)  a “ser” alguém melhor a cada dia,  me desculpa, mas você não entendeu nada sobre o que é o AMOR.

 

by Day Anne

 

 

O Tempo é Vilão ou Mocinho?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O tempo mata algumas coisas e ressuscita outras.

Aflige mas também acalma.

Fere mas também cura.

Leva a esperança e a trás de volta.

O tempo desata, mas torna a reatar as coisas que realmente importam.

O tempo que destrói é o mesmo que reconstrói.

O tempo que afasta as pessoas promove os reencontros.

O tempo eterniza os segundos de dores e os de amores.

O tempo é responsável por nos transformar naquilo que realmente somos.

Tempo… Tempo… Desafia a nossa fé, estimula as nossas esperanças.

Massacra-nos e nos consola.

Para uns o tempo é uma faca cravada no peito, para outros a cura da saudade, das tristezas e dores que a alma carrega.

Alguns desejam que o tempo voe… Mas para quem resta um fio de vida tudo o que se espera é que ele pare de correr.

 

O tempo é vilão ou mocinho? Eis a eterna dúvida!

 

E entre o tempo, passado e futuro, escolhi viver o agora com a intensidade de um ultimo dia.

 

Day Anne

 

 

Bailarina de Deus

 

Ah… que doce menina… Ela quer ser bailarina!

Pezinhos erguidos e braços pro ar

Um, dois, três rodopios

Gira, gira a menina feliz a dançar

Sabe bem a pobre menina que pra sonhar não precisa pagar

Demi-plié ela salta para diante, de uma perna para a outra, num lindo tombé

Gira, gira inocente menina

Esquece as agruras da dura vida

Salta nas nuvens, pula no céu  

Deus te segura criança da alma bonita

Ele te leva na ponta dos pés

Não vê que há anjos voando ao redor?

Não pare, não pare, continue dançando nos palcos da vida

Levante a cabeça, cadê a postura?

Você nasceu bailarina… Mas sem sapatilha.

Continue menina, dançando e sonhando

Não ligue pros “nãos” que a vida lhe deu

No céu haverá um espetáculo todo seu

Lá… não precisará pagar pra você dançar…

 

 

Essa é a historia real de uma garotinha de 7 anos que sonhava em ser bailarina.
Seu pai a incentivou a matricular-se no Ballet, mas o sonho durou apenas 1 mês e 1 semana.
Pela falta de pagamento, ao chegar pela manhã, radiante de alegria para sua aula de dança, a menina ouviu um sonoro “SENTE-SE ALI, hoje você irá só assistir, seu pai não pagou, então só poderá olhar quietinha”, na frente de todas as outras amiguinhas, que caçoaram e pouco fizeram daquela pequena.
Mas que ternura! A menina dançava de longe, e repetia feliz sozinha no canto, os movimentos da dança que ela amava quando via a bailarina da sua caixinha de música repetir e repetir…
Essa história é apenas uma forma de dizer que a vida pode lhe dar milhões de nãos, ela pode fechar todas as portas na sua cara e às vezes com uma platéia rindo de você por isso, mas cedo ou tarde Aquele que estava lá, e  cujo os olhos nada escapa e contemplou a sua humilhação te fará dançar com alegria sobre o palco que a tristeza construiu na sua vida.
Aí, você com toda leveza de uma bailarina, saltará, abrirá os teus braços e num giro guiado pelas mãos de Deus dirá: Como foi bom chegar até aqui!

 

By  Day Anne

 

 

Deus Vê Um Cisquinho Chorar

 

 

Senhor, hoje eu estou triste, abatida, me sentindo do tamanho de um cisquinho.

Mas eu ouvi falar que nada passa despercebido diante dos seus olhos, então eu sei que estou na sua frente agora.

Eu queria estar mais apresentável, com uma carinha agradável e um sorrisão daqueles de criança que o Senhor ama, mas, o Senhor já se fez carne e sabe que a tristeza dói, que a angustia faz a gente soar frio e o rosto se abate, por isso eu sei que entende o que estou dizendo… 

Eu estava lendo a sua palavra e me deparei com esse versículo: Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá? – Isaías 43:13

Eu sei que o SENHOR não estava falando comigo nessa ocasião, mas se as tuas palavras não mudam nem mudarão, isso significa que o Senhor continua sendo o Deus de ontem, de hoje, de amanhã e eternamente. Né?

Pensando nisso eu me lembrei do Salmo 30:5 que diz: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.

Se o Senhor é aquele que diz: EU SOU, quando tudo ainda era noite e não havia dia, e logo à frente através do Salmista afirma que o choro pode durar a noite toda, mas ao amanhecer virá a alegria eu quero lhe pedir: Fica comigo ó Deus?

Será que pode me fazer um cafuné, enquanto a dor não passa?

Sei que enquanto o sol estiver nascendo, eu já terei para ti o mais lindo e sincero sorriso e essas lágrimas que o Senhor está vendo desfigurar o meu rosto nesse momento, dará lugar ao Teu brilho refletido em meu rosto, porque eu creio no poder da Tua VIVA palavra.

 

 

Day Anne

Amor… Amor? Amor!

 

Só Deus tem um amor genuíno e nos ensina a sentir o mesmo.

Nem de longe o amor  é aquela coisa que faz o coração disparar, a barriga borboletar e o sangue ferver… O nome disso é reação química, efervescência hormonal e isso acaba quando chegam os problemas. Quando isso acontece você descobre se há amor ou a falta dele para superar as dificuldades.

Para amar alguém verdadeiramente como Deus nos ensinou têm de haver mais boa vontade do que prazer, já que o desafio é lidar com o ser “amado” e suas particulares diferenças, defeitos e manias por toda vida. ( Day Anne)

INTELECTUAIS quiseram conquistar o amor com sua cultura, mas ele disse: “ENCONTRE-ME NAS COISAS SIMPLES E ANÔNIMAS!”.  

MILIONÁRIOS quiseram comprá-lo com seu dinheiro, mas ele declarou: ” NÃO ESTOU A VENDA!”.

GENERAIS quiseram dominá-lo com armas, mas ele afirmou: “SÓ FLORESÇO NO TERRENO DA ESPONTANEIDADE!”.

POLÍTICOS tentaram seduzi-lo com seu poder,mas o amor bradou: “O PODER ME ASFIXIA”.

CELEBRIDADES quiseram envolvê-lo com a fama, mas ele sem titubear comentou;” A FAMA JAMAIS PODERÁ ME SEDUZIR”. ( Augusto Cury)

Vendo a dificuldade que é AMAR, no sentido mais sublime da palavra, me atrevo a dizer que: “O amor humano será sempre um rascunho do amor divino. Deus é amor o resto é tentativa!” – ( Day Anne )

 

 

 

“A Inveja é a Imunda Lama da Alma”

 

INVEJA no dicionário significa: “Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem – Desejo violento de possuir o bem alheio.”.

Não existe desculpa, todo ódio gratuito ou por motivos torpes é descaradamente “INVEJA”.

O invejoso se convence de que você é uma ameaça para a humanidade e passa a persegui-lo, caçá-lo. Tudo o que ele deseja é neutralizar em você aquilo que ele não consegue ser ou ter.

A inveja nada mais é do que a arma dos “incompetentes e frustrados”. É uma doença abrangente, pois há invejosos em toda a parte, estão entre nossos parentes, vizinhos colegas de trabalho, amigos, etc. Lamentável é que nem sempre o invejoso é inofensivo, pois há casos em que detém algum poder e pode prejudicar o invejado.

Quem nunca foi vítima de um invejoso? Desde o princípio do mundo esse sentimento egocêntrico faz suas vítimas, Caim matou seu irmão Abel por pura inveja.  

Eles estão por toda parte, são criaturas aparentemente indefesas, mas cheias de maldade no coração. Vivem escondidinhos, muitas vezes se fazendo de vítima para ganhar admiradores. O perigo está em cair nas suas armadilhas.

Quem pára para ouvir um invejoso entrega o comando da sua vida nas mãos dele. Veja quantas pessoas são movidas pela opinião alheia: acreditam no conteúdo mentiroso das palavras lançadas sobre si e vivem à mercê de tais informações. “Julgam” e “condenam” o invejado baseado nas informações caluniosas do invejoso.

A verdade é que qualquer pessoa que faça a diferença em alguma área seja ela qual for, terá em seu encalço um, dois ou talvez vários invejosos tentando destruir tudo aquilo que ele construiu, seja sua honra, seu patrimônio, seu relacionamento amoroso, suas conquistas profissionais e entre outras coisas por que não dizer seus atributos físicos e intelectuais.

Já dizia Sócrates: “A inveja é filha do orgulho, autora do homicídio e da vingança, o início das sedições secretas, a perpétua atormentadora da virtude.” A inveja é a imunda lama da alma; um veneno, um azougue que consome a carne e seca a medula dos ossos…

Diante de tudo isso o que nos cabe é dizer: “Senhor livrai-nos dos invejosos e perversos que buscam desgraçar nossa vida, corromper a nossa alma e jogar sobre nós a responsabilidade das suas frustrações.”

 

By –  Day Anne

 

A musica que  segue a baixo é perfeita!

 

 

Certa ou Errada?

Nem a pessoa certa, muito menos a errada.

O que a gente precisa é daquela pessoa que equilibra as coisas…

 

Aquela que muda o que é ruim em nós e estimula o que é bom.

O perfeito às vezes enjoa, o demasiadamente imperfeito cansa, promove náuseas e dores de cabeça, em longo prazo torna-se uma espécie de câncer enraizado pela dependência afetiva.

Por que não amar aquele que nos completa? O que não tenho, ele me doa e o que ele não tem eu dou a ele.

O amor não é uma soma de iguais ou a prisão tolerante dos defeitos intoleráveis de alguém que pouco ou nada acrescenta.

O amor é “completude” apesar das diferenças. Só ele faz com que uma peça diferente se encaixe perfeitamente e complete o quebra cabeça. Não confunda “diferente” com “peça errada”, quando é errado você pode fazer todos os esforços que não vai dar encaixe.

Se existe “alma gêmea” ela é com certeza bivitelina, já que somos indivíduos impares únicos e exclusivos no universo.

Que as nossas almas encontrem o seus pares diferentes, unam-se, encaixem-se e por fim se completem.

 

 

By – Day Anne

 

 


A depressão de Luíza

Luíza é o nome de uma velha amiga, que há tempos não vejo. Nunca esquecerei essa figura marcante cuja história de vida ainda martela minha mente.

Luíza tinha 26 anos quando a conheci, era uma moça sensível, amável cheia de sonhos, mas carregava uma tristeza intrigante como se os olhos dela pedissem socorro em silêncio.

Faltava nela alguma peça para que a vida engrenasse. Vez ou outra, ela emperrava em suas tristezas e nada parecia fazer sentido, à vida pesava toneladas em suas costas.

Certa vez Luíza me disse que Deus a mantinha viva para castigá-la. Ela sempre o perguntava quando Ele a tiraria desse castigo, permitindo sua partida tão desejada desse mundo.

Eu queria entender o porquê daquilo. Fui aos poucos ganhando sua confiança e consegui abrir os seus armários abarrotados de traumas, tristezas, decepções.

Em algumas dessas gavetas vi uma ferida enorme. Perguntei a ela o que era aquilo e quem tinha causado aquele machucado tão profundo. Luíza fechou rapidamente as gavetas, trancou-as e escondeu a chave. Ela não queria que ninguém visse ou tocasse em suas dores.

Com o tempo percebi que aqueles machucados eram frutos da sua sensibilidade. Ela amava demais, se entregava demais, se doava demais, confiava demais… Tudo em Luíza era demais!

Eu não compreendia como alguém que teve uma vida difícil pudesse nutrir sentimentos tão nobres e ao mesmo tempo carregando feridas em estado de putrefação na alma.

Luíza foi uma criança sofrida. O pai era alcóolatra, autoritário e vagabundo, apesar de às vezes ser carinhoso. Certa vez nos seus desabafos contou-me que sua mãe andava com ela e seus dois irmãos todos os dias cerca de 7 km a pé (seu pai chegava ficar dois meses fora de casa viajando curtindo a vida) para comerem na casa de algum parente ou conhecido da família e assim fazia todos os dias. Comiam até se fartar para aguentar o trajeto de volta pra casa e esperar a próxima refeição que só viria no dia seguinte.

O que mais me deixou pasma foi ver os seus olhos brilharem quando disse: – O meu sonho era ter uma bicicleta e comer pão de forma.

O que era normal para a maioria das crianças, para Luíza era um sonho distante, mas ela não se sentia triste por isso. No natal, por exemplo, corria até à casa de seus amiguinhos para ver o que eles haviam ganhado do papai Noel e dava-se por satisfeita por deixarem-na brincar alguns minutos com seus novos brinquedos.

E assim a vida seguiu até que aconteceu a separação dos seus pais! No auge das agressões físicas, nada era poupado das vistas da menina, que por ser a mais velha, já entendia e tremia a cada surra que seu pai dava em sua mãe. A mãe desesperada, saia de madrugada de casa toda machucada fugindo de seu pai, que seguia atrás deixando a pobre criança de seis anos sozinha no escuro aos prantos, pedindo para que eles não a abandonassem.  Ela em profundo desespero e inocência gritava: – Voltem aqui! Eu não fiz nada! Eu tenho medo do bicho do escuro… Às vezes aparecia algum vizinho para acalmá-la até que seus pais retornassem a casa.

Você deve estar pensando: agora tudo se resolveu… Não! O inferno estava apenas começando. Uma mãe com três crianças, de um, três e Luíza que já havia feito sete anos, sem ter para onde ir. Conta ela que foi uma fase difícil, onde ela precisou cuidar dos irmãos mais novos como gente grande, para a mãe trabalhar. A vida era dura demais para uma criança frágil como ela.

Certo dia um tio de Luíza muito gentil aproveitando-se da ausência da mãe da garota e da carência afetiva e ingenuidade da criança a abraçou e a sentou em seu colo. A menina se sentiu amada e protegida, até que ele começou a esfregar o seu frágil corpinho e forçá-la a tocar em seus órgãos genitais. Ele tentava beijá-la e tapava sua boca para que ela não gritasse e assim isso se repetia dia após dia, até que a menina que criara pânico só em ouvi-lo dizer bom dia, aprendeu a se defender, fugindo de casa durante o período que ficava sozinha.

Ela almoçava goiabas, amoras e mangas nos pomares enquanto tinha que ficar distante. Quando retornava à sua casa à tardinha. Apanhava por estar na rua e não podia dizer o porquê (era ameaçada) e nem aonde (para não ser descoberta pelo tio tarado).

Poucos anos depois sua mãe se casou novamente com um homem bem sucedido que de certa forma mudou a história da Luíza, mas nada apagava suas marcas ou eram capazes de mudar a sua história. Sei que muitas coisas aconteceram na sua adolescência. Tivemos a oportunidade de falar sobre isso, mas resumindo, a vida dessa criança, menina adolescente, mulher foi marcada a ferro pela dor. Talvez em outro posts eu até me inspire em contar outras histórias dela.

Aos 26 anos Luíza cansada de esperar por Deus, planejou sua morte, e deu sequência aos seus planos suicidas. Ligou o chuveiro com duas garrafas de bebida alcoólica sentou-se embaixo da água e passou ali mais de duas horas bebendo até criar coragem de ligar o secador e ser eletrocutada, mas por sorte (Eu creio que Deus cuidou disso), Luíza ficou tão bêbada e estava tão machucada por sua autoflagelação que ao pegar o secador para ligá-lo deixou escapar arrebentando-o no chão. Nisso bateu o desespero e ela sentiu algo diferente tocá-la e chorou até se sentir exausta. E Luíza decidiu viver!

Passado dois anos Luíza toma cerca de 40 comprimidos tarja preta, e algum minuto depois começou a sentir as cápsulas estourarem em seu estômago e não demorou muito estava completamente torta com o rosto deformado, a boca literalmente na orelha, e começa uma guerra entre a VIDA e a MORTE. Luíza começa a ouvir vozes, ver vultos, barulhos de gente gritando de dor, e sente arrepios terríveis em seu corpo ardendo em chamas como ela relata.  Ali diz Luíza ter a certeza que se abriram as portas do inferno destinadas a passarem os suicidas.

Ela então se lembrou de alguns momentos bons de sua vida e ao sentir terror diante do que estava vendo e ouvindo, pediu a Deus mais uma chance. Foi o tempo de pedir um perdão sufocado e Luíza acordou no hospital depois de ter passado por uma ressuscitação. Ela teve parada cardíaca e mais uma vez Deus a livrou! Mas durante meses ela precisou de fisioterapia, fonoaudiologia para voltar ao normal, devido ao comprometimento causado pelos medicamentos.

Passado alguns anos Luíza por alguma razão tenta novamente contra a própria vida dando uma facada certeira no peito, que por sorte num momento de ira pegou a primeira faca que estava diante dos olhos e essa estando cega fez um corte razoável precisando de pontos, mas sem atingir o coração.

Ela então passou anos refém de si mesma, enjaulada em suas angústias por não ver no mundo o amor que ela sonhava. Luíza só queria voltar pra casa em algum lugar do universo bem longe dessa bagunça injusta chamada de Terra.

Ela amava tanto a Deus, que tinha a esperança dele perdoar o seu ato abominável e aceitar a sua alma em seus braços. Mas com o tempo ela começou a ouvir Deus dizer através de sonhos e visões que não adiantava ela continuar com aquilo, ela acabaria mutilada e ainda sim viva, pois Ele tinha planos para ela. E ela percebia no seu dia a dia que aquilo não era uma fantasia, era Ele realmente falando em seu coração.

Um dia pela manhã ela foi visitar um hospital e viu de perto todo tipo de sofrimento. Ao contrário dela, ali estavam pessoas lutando para viver enquanto ela lutava para morrer. Aquilo a tocou de forma divina. Luíza também visitou orfanatos e viu os anseios de quem aguardava a chance de ter uma família e ouvir as histórias de algumas crianças, novamente a tocou. Por pior que fossem as coisas ela ainda tinha um lugar para chamar de lar. Então abaixou sua cabeça envergonhada e agradeceu a Deus por tudo, pois ouvira histórias mais terríveis do que as dela da boca de inocentes.

Luíza então decidiu virar o jogo, procurar ajuda e se libertar das suas dores. Reabriu todas as suas gavetas e começou a lançar fora cada coisa pequena ou grande que espetava sua alma causando-lhe dores terríveis ao ponto de desejar a morte. Quanto mais abria, mais fedia, mas fazia parte da faxina, era preciso vasculhar tudo, retirar os defuntos soterrados, perdoá-los e deixá-los descansar em paz em outro lugar bem longe da sua vida.

Essa moça me deu uma lição de superação, e a certeza de que Deus cuida daqueles que Ele escolhe, livrando-os dos laços da morte.

Eu não sei o que você tem passado, eu não sei quem ou o que está causando a sua dor, mas eu sei que nada poderá podar a sua vida antes do tempo determinado por Deus.

Se você perdeu alguma coisa ou alguém que você ama, e julga impossível continuar, olha à sua volta, visite hospitais, orfanatos, e tantos outros lugares que jamais desejaríamos estar e se surpreenda com pessoas que apesar de tudo vai te olhar nos olhos sorrir e dizer: que dia lindo né? Quando na verdade tinha tudo para dizer: “OH VIDA FILHA DA MÃE” que me fez parar aqui.

Querido, querida, você é obra do divino, e se sofre é porque tem sentimentos, os insensíveis nada sentem, por isso parecem feitos de pedra. Mas uma coisa é certa: pessoas amorosas de bom coração e principalmente os que procuram em Deus o colo que muitas vezes o pai, a mãe, os amigos, o namorado (a), o marido ou a esposa não deram, recebe muito mais do que foram buscar.

É uma vida nova que apesar das dificuldades, há a certeza de que nas suas lutas diárias, você não batalha sozinho, porque há um Deus que te acompanha passo a passo, te livra, e abençoa.

Hoje Luíza diz que sorri ao ver uma florzinha, uma borboleta, uma nuvem num formato variado, um bom dia sincero e ainda tem força para perdoar os insensíveis, porque ela sabe o valor que a vida tem e as chances que lhe foi concedida de acertar sua vida no compasso do criador sem desperdiçá-la com mágoas e coisas pequenas.

Acredito piamente que quem sofre muito, também aprende muito. É obvio que ninguém quer passar pelo caminho da dor, do desprezo, do abandono, da humilhação, da separação, do desamor, da perda e tudo aquilo que parece flagelar a nossa alma. Mas são justamente esses flagelos que nos tornam mais fortes, mais humanos, mais experientes e com certeza voltados para o bem apesar dos pesares…

MUDE OS RUMOS DA SUA VIDA REESCREVA A SUA HISTÓRIA!

 

by – Day Anne